A oração faz parte da nossa liturgia e, consequentemente, da vida cristã. Em todos os lugares de nosso planeta, cristãos das mais diversas tradições, oram: oram de joelhos!

Historicamente alguns povos rejeitaram essa posição para a adoração. De modo especial, os Gregos e os Romanos, rejeitaram a posição de joelhos. Aristóteles, analisando esse modo de se portar diante do divino, na Retórica, declarou ser uma forma de comportamento bárbara, pois entendia que as pessoas se ajoelhavam para adorar a divindades falsas.

Mas, para os cristãos a oração de joelhos tem um valor inestimável, pois Jesus Cristo deu o exemplo. Em Lucas 22.39-46 nos deparamos com um texto significativo para nossa fé, que apresenta os últimos momentos de liberdade da vida de nosso mestre e Senhor.

No verso 41, Lucas relata a posição que Jesus orou: “orou de joelhos”.

O nosso culto tem um momento de confissão, no qual, devemos orar de joelhos.

A Igreja, baseada no texto de Isaías 6.5, ensina que “há uma dupla dimensão na confissão: o reconhecimento do pecado individual e o reconhecimento do pecado comunitário”. Esse é um momento para ficar de joelhos, orar e confessar.

De volta a Lucas 22, no verso 42, de joelhos Jesus ora. Ele nos dá um exemplo de verdadeira submissão diante do Pai: “Pai afasta este cálice de mim. Mas, por favor, não seja o que eu quero, mas sim o que tu queres”. Difícil! Mas, possível.

Por fim, no Apocalipse de João encontramos um chamamento a prostrar-se diante de Deus de joelhos. Na liturgia celeste, todos os seres prostram-se diante do Criador.

Experimente orar, mas orar de joelhos. Façamos isso, o resultado será maravilhoso. Amém!

Pr. Levi Silvestre.


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