Hoje é o segundo domingo após Pentecostes.

Liturgicamente inicia-se o Tempo Comum, cuja espiritualidade, está no simples da vida.

Esse tempo litúrgico, “enfatiza que Deus não é Senhor apenas nos grandes e extraordinários acontecimentos, mas é Deus e age também nas pequenas coisas e no quotidiano da vida das pessoas e das comunidades” (Anuário Litúrgico, EDITEO, 2017, p. 320).

As testemunhas oculares dos sinais realizados por Jesus Cristo esperavam coisas maiores. Desejavam a libertação imediata do jugo romano. Desejavam independência econômica. Desejavam presenciar águas de mares e rios, da vida, serem abertas para travessia em terra seca.

No entanto, em Mateus 9.35-38 Jesus apresentou um projeto bem diferente, a solidariedade: percebeu que eles precisavam de pastor (vs 36b).

Prosseguindo, em Mateus 10.6, Jesus orientou os discípulos a procurar “as ovelhas perdidas da casa de Israel”, o que importa aqui são os destinatários: pessoas humanas desprotegidas que necessitavam de pastores.

A figura do pastor é fundamental para compreender o propósito de Jesus nos textos apresentados. O pastor não é mercenário.

O pastor ensina verdades eternas. Prega o evangelho do reino. Cura doenças e enfermidades. Recebe de graça e de graça dá. Aí estão situações do cotidiano e da vida, que se apresentam de modos variados nos tempos atuais.

Nosso desafio, nesse Tempo Comum, é a renovação espiritual a partir do simples da vida. Cada uma e cada um deve se posicionar como pastora/or de almas chamadas/os a cuidar de ovelhas que estão em todos os lugares do nosso convívio no dia a dia.

…”de graça recebestes, de graça dai.” Eis o chamamento evangélico para este Tempo Litúrgico.

Pr. Levi Silvestre.


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