Gn 11. 1-9

Na narrativa da torre de Babel, Deus confunde as línguas dos povos e os esparrama pela superfície da Terra.
Quando pensamos em divisão, geralmente culpamos o Diabo, mas aqui quem os dividiu foi o próprio Deus (v.8).
Em 31 de outubro, celebramos o aniversário da Reforma protestante, que fez surgir uma igreja separada da Igreja Católica Romana. E entendemos que isso foi obra de Deus. O próprio Cristianismo foi expurgado do Judaísmo, surgindo como uma religião distinta. E se estamos hoje aqui, como Igreja Cristã, é porque entendemos que somos fruto da vontade e da obra de Deus. Por que, então, Deus divide o seu próprio povo? No caso de Babel e, também de todas essas outras rupturas, o povo de Deus, tendo perdido o foco, planeja fazer uma obra (torre) que torne o nome deles (e não o de Deus) célebre e os conserve no mesmo lugar (v.4). Líderes, igrejas e cristãos em geral que desejam promover o seu próprio nome buscando fama trazem consigo a raiz da divisão. Líderes, igrejas e cristãos que desejam se manter no mesmo lugar e posição (v.4) contribuem para que a obra em que estão inseridos seja acometida de confusão e impedida, por Deus, de prosperar.
Deus nos chama a avançarmos, vivendo para a glória dEle. Aqueles homens não conseguiram construir uma torre que fosse até o céu, porque edificavam para eles mesmos. Podemos realizar uma obra que alcance o céu. A obra que esteja sujeita a Deus e seja feita para Sua glória alcança o céu. Babel foi destruída, mas a obra que Deus nos chama a fazer não será destruída, porque é feita para Ele. Comprometamo-nos com a missão de Deus: Glorificar só a Deus e servir a Igreja e ao próximo.

Rev. Sergio
Seu pastor


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