A Palavra do Senhor nos ensina em João 10.14-15 que Jesus Cristo é o bom pastor e que ele está disposto a dar a sua vida pelas suas ovelhas. Um pouco antes, Jesus havia provado isto quando se lançou no mar em fúria em busca de ovelhas fujonas (Jo 6.16-21) e é sobre isso que pretendo falar.

O episódio da tempestade no mar marcou um momento de crise, pois os discípulos resolveram abandonar Jesus Cristo. Eles fugiram! Mas por quê?

Bem, a crise que provocou a fuga dos discípulos está relacionada à multiplicação dos pães, como relatada por João (Jo 6.1-15). No versículo 15, diante do milagre sem precedentes da multiplicação dos Pães e peixes, a multidão decidiu unanimemente que Jesus era o rei dos judeus. As conseqüências de tal ato seria de caráter internacional e provocaria uma crise com o Império Romano. Além disso, esse não era o propósito de Deus para Jesus, o seu Filho.

Então Jesus retirou-se, sozinho e foi para o monte orar. Os discípulos faziam parte da multidão, ficaram animados, pois também esperavam esse tipo de rei. Diante da recusa de Jesus a tal proposta e de sua demora decidiram ir embora e deixaram Jesus para trás sem companhia e sem barco para retornar.

Quantas vezes fazemos isso e de diversas maneiras. Tomamos nosso próprio rumo e abandonamos a Jesus. Então Jesus dá o exemplo de bom pastor. Enfrenta um mar a nado e diante da nossa recusa de segui-lo e das conseqüências do ato, ainda nos ama: “Sou Eu. Não Temais!”

De modo análogo mas agora pela ausência física de Jesus por causa da morte, em João 20.19-23, Jesus retorna para provar que não nos deixaria só. Após a sua morte, penetra repentinamente na casa dos discípulos/as e propõe a sua Paz: “Paz seja convosco!”.

Seja qual for a nossa fuga, Jesus estará sempre por perto (Sl 139), a única atitude necessária é a do acolhimento: recebê-lo com alegria (Jo 6.21a).

Pr. Levi Silvestre.


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