As pessoas que gostam do apóstolo Paulo não medem esforços na tentativa de resgatar a sua história. Paulo tem sido classificado como “o maior viajante de todos os tempos”, como “bandeirante em luta contra o poder que corrompe”, como “semeador de células subversivas”, enfim, como “um revolucionário”. Na verdade, foi isso tudo e nada disso: servo! Paulo foi um servo de Jesus Cristo.

Na qualidade de servo Paulo serviu até o fim. Em Filemon 9b declara – “estou idoso e preso por causa de Jesus Cristo”.

Como sabemos, Filemon era um cristão gentio, fervoroso e fiel. A carta escrita por Paulo a Filemon é recheada de alusões que inspiram intimidade: eles eram amigos.

Além disso, os versos 3 e 4 deixam claro que na casa de Filemon havia uma igreja. Paulo conhecia a igreja e pessoas pelo nome, as quais, saúda e manda lembranças. Mas, Filemon tinha escravos.

A escravidão era uma realidade no mundo antigo. Um convertido trazia consigo marcas da vida, marcas do seu tempo. Paulo recebeu um escravo de Filemon – fugitivo! Acolheu e instruiu na palavra – Conversão! O escravo se converteu a Cristo. A conversão exigiu responsabilidade, por isso, o escravo foi devolvido a Filemon.

O ato de devolução desse escravo é o motivo da carta e a essência do documento encontra-se nos versos 16-17. Filemon precisava mudar. Coisas velhas precisavam de reparos/mudanças. Isso é tão radical em Paulo que ele exige de Filemon que receba o escravo como um irmão, e impõe uma condição: “se me tens por amigo, recebe-o como a mim”.

Onésimo é o escravo. Ele tem nome! Algumas coisas da vida e da cultura, “com nome”, precisam mudar em nossas vidas – o evangelho exige isso.

Oremos para que como Paulo, estejamos atentos à voz do evangelho, que exige mudanças.

Pr. Levi Silvestre


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