Sodoma era um verdadeiro carnaval. Cidade muito antiga, localizada próxima ao mar morto, mas também era um verdadeiro paraíso. Ló escolheu a cidade para residir juntamente com a sua família.

            O paraíso, no entanto, experimentou o juízo de Deus. Tudo começa em Gênesis 18.16-21, cujo texto apresenta uma reflexão divina: Deus pensando em voz alta!

            Um pouco adiante, nos versos 22 a 32, encontramos um diálogo entre Deus e Abraão. Toda a conversa gira em torno de uma questão de justiça: “É justo destruir inocentes, mesmo que sejam poucos, junto com a maioria dos culpados?”

            Abraão sabendo da decisão de Deus de destruir Sodoma e Gomorra juntamente com todos os seus moradores, reagiu! Suplicou por misericórdia!

            Socorro Deus! Não faças isso! Se ali houver cinquenta justos ou ao menos dez, não faças isso por amor a eles. Sim! Sim, Abraão! Se encontrar dez justos não destruirei as cidades nem as pessoas que ali residem, respondeu-lhe Deus.

            Estamos diante de um fato bíblico e, ao mesmo tempo, de uma narrativa etiológica, ou seja, os dois diálogos acima mencionados têm como finalidade explicar a existência de uma realidade historicamente experimentada, pois Deus realmente decidiu destruir as cidades por causa do pecado, mas ali não havia dez justos sequer. A família de Ló é um tipo de Igreja. Foi arrebatada daquele lugar. Os anjos libertaram o povo de Deus. Mas, mesmo dentre aqueles chamados povo de Deus (família de Ló) uma pessoa olhou para trás e ficou no caminho.

            Jesus alerta o seu povo com relação à perseverança e fidelidade cristãs em Lucas 9.62: “Aquele/a que põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o Reino de Deus”. Deus sabia que se houvessem dez justos naquelas cidades ele poderia usá-los como elemento de libertação, isto é, eles seriam capazes de evangelizar, como Jonas, e libertar o povo. Hoje fazemos parte dos dez em nossa geração. Nosso desafio é levar libertação anunciando Cristo, mesmo nesse mundo injusto: um verdadeiro carnaval.

Pr. Levi Silvestre.


compartilhe


Deixar uma Resposta