O apóstolo Paulo era um crente fiel no modelo judaico/israelita. Isso significa que cumpria a Lei de Moisés fielmente, ou, ao menos, procurava fazê-lo.

    Lucas, em Atos dos Apóstolos, relata um discurso, no qual Paulo expõe a vida: “Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas criado nesta cidade (Jerusalém), instruído aos pés de Gamaliel, conforme a precisão da lei de nossos pais, sendo zeloso para com Deus assim como o sois todos vós no dia de hoje” (Atos 22.3). No mesmo capítulo Paulo relata a sua conversão e o seu chamado: pregar para os gentios. A conversão mudou sua vida radicalmente. Uma nova ordem tomou conta de toda a sua existência, pois de fariseu (mestre), confirmado por Gamaliel, passou a discípulo de um “tal” Jesus, pouco conhecido nos meios acadêmicos a não ser como um andarilho perturbador da ordem.

    O chamado de Paulo foi misterioso e exigiu mudança de direção imediata. A nova direção passou a ser motivada por uma esperança: Jesus é o salvador único e exclusivo e a exigência principal para tal esperança é a fé, pois, o justo vive por fé. Quando somos chamados por Deus é isso o que acontece: conversão, nova vida, entusiasmo evangélico…

    Essa nova vida levou Paulo a concluir em Romanos 5.1-2 o seguinte: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da Glória de Deus”.

    O chamado de Paulo foi para uma nova vida. O nosso também. Por isso, tenhamos paz com Deus e prossigamos firmes na esperança que nos é proposta em Cristo Jesus.

 

Pr. Levi Silvestre


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