Cafarnaum é a cidade de Jesus: ele escolheu morar ali (cf. Mt 9.2; Mc 2.1). É uma cidade situada mais ao norte do mar da Galiléiaonde havia grande movimentação de pessoas e um comércio pesqueiro razoável.  Sabemos que o lugar onde Jesus viveu a maior parte do tempo de sua vida foi Nazaré, também na Galiléia, mas, no outro extremo do mar.

Cafarnaum era cidade de pescadores. Pedro residia ali e tinha uma casa (cf. Mc 1.29-31). A casa de Pedro tornou-se familiar, pois Marcos recorda que Jesus, em uma determinada situação foi para o deserto, depois voltou para Cafarnaum e, ali, estava em casa (Mc 2.1).

O fato é que Jesus Cristo fez escolhas. Ele escolheu nos amar primeiro; escolheu nascer em uma manjedoura; nascer em Belém e viver em Nazaré e, por fim, desenvolver o ministério para o qual havia sido enviado em Cafarnaum (claro que de modo itinerante e indo e pregando em várias cidades, inclusive em Jerusalém e nas cidades dos gentios).

Mas, dentre todas as escolhas prevalece aquela motivada pelo amor. Amor é um tema recorrente nos escritos joaninos. É João quem escreve (ou alguém do seu círculo literário) que “nós amamos porque ele nos amou primeiro” (1Jo 4.19). João, ao afirmar que “Deus é amor” não pretende transformar em uma definição abstrata a essência de Deus, mas apresentar uma das formas de revelação de Deus que culmina no ato do envio do próprio filho para salvar pessoas pecadoras. Não há amor maior.

Jamais poderemos amar sem essa força provinda de um amor primeiro: o amor de Deus. Alguém escreveu que: “A presença do amor no cristão é sinal de que nasceu de Deus e é filho de Deus.” Verdade! Isso é verdade!

Daí a responsabilidade cristã: todo aquele/a que é nascido/a de Deus deve amar, somente amar.

Pr. Levi Silvestre


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