A humanidade sempre alimentou sonhos a respeito de um paraíso: “o paraíso perdido!”.

              O relato da criação encontrado em Gênesis 2.4b-25 apresenta um jardim, plantado por Deus, em um lugar chamado Éden, paraíso – o paraíso perdido.

              A reflexão pode nos conduzir a olhar para trás numa tentativa de descobrir o paraíso: saudade. Ou poderá nos conduzir a olhar para frente: esperança.

              Olhando para a frente, o profeta Isaías foi impelido a declarar que Deus criaria um novo céu e uma nova terra (Isaías 65.17-25): um verdadeiro paraíso.

              Mais tarde, o apóstolo Paulo em Romanos 8.18-23 precisou se valer da ideia de uma nova criação (paraíso) diante da dureza da vida cotidiana do seu tempo.

              Ele percebeu que a vida fora do paraíso é dolorosa, que tanto as pessoas humanas quanto a natureza em geral sofrem e gemem diante de uma realidade cruel e escravizadora: a vida fora do paraíso.

              Para Paulo, essa restauração começa aqui e agora. A questão é cósmica: tanto a natureza quanto as pessoas humanas anseiam por liberdade. Os filhos de Deus precisam ser revelados para iniciar o processo de restauração: o reino de Deus. Como isso pode acontecer? Por intermédio da filiação divina por Cristo Jesus: “se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram novas coisas!” (2Coríntios 5.17). Esse é o ministério da reconciliação, provém de Deus e gera no presente a possibilidade do paraíso.

              Apocalipse 21 e 22 apresenta o futuro que Deus oferecerá para homens, mulheres e crianças que iniciaram o processo de restauração do paraíso aqui e agora, no cotidiano, com Cristo e por Cristo.

              O processo é dinâmico e, na consumação, seremos “o povo de Deus” e não precisaremos de iluminação artificial, pois “Deus mesmo iluminará”: esse é o retorno ao paraíso. No paraíso de Deus só existirá vida, vida em abundância para todos. Oremos!

Pr. Levi Silvestre


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