Nos aproximadamente três anos do ministério público de Jesus, ele foi, simultaneamente, Deus e Homem. Duas naturezas: divina e humana.

            São variados os exemplos de situações em que pessoas chegaram até ele e compartilharam, face a face, necessidades e alegrias. Nos Evangelhos, os homens, mulheres e crianças em cena eram criaturas vivas em contato com o criador: Jesus Filho de Deus. Eis a boa nova: Deus se abriu para relacionamentos.

            Estudando os Evangelhos é quase inconcebível uma situação, na qual, Jesus evitou pessoas, no entanto, numa determinada situação sentiram a sua falta. Procurando-o não encontraram. Então veio a pergunta: “onde estará ele?” (Jo 7.11b).

            Era a Festa dos Tabernáculos em Jerusalém. Uma das principais festas judaicas. Pasmem! Jesus foi à festa sozinho, como um clandestino. A razão para isso é que estava correndo risco de morte (Jo 7.1b), mas a sua autoconsciência do sacrifício apontava para outro momento: ”O meu tempo ainda não chegou” (Jo 7.6).

            Apesar do anonimato, no último dia da festa, Jesus surpreendeu a todos oferecendo o bem mais precioso daquela região: água! Água viva para todos os sedentos. Os que creem, segundo ele, serão verdadeiros mananciais de água pura e cristalina. 

            Nos últimos dias: violência! Um estudante vítima de violência policial (gratuita). Uma família vítima de violência no trânsito (inaceitável).

            Diante disso, fui questionado: onde está Deus? Jesus esteve aqui em carne, era possível conversar com ele face a face. Hoje o Espírito habita nosso interior: águas vivas devem fluir do nosso interior. Respondi timidamente: mesmo quando não o avistamos ele está aqui dentro de nós e intercede e age independente da nossa vontade. Diante da dor ou sofrimento, o Espírito vem em nosso auxílio porque não sabemos como reagir. O Senhor está conosco!

Pr. Levi Silvestre


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