Na ilha de Patmos, João teve cerca de 16 visões acerca de coisas que iam acontecer no futuro. Não é uma leitura complexa. Não é tão fechada (hermética) como às vezes pensamos ou somos levados a pensar. É simples, mas exige concentração e alguns auxílios de material especializado, dos quais, a própria Bíblia é a principal fonte.

Nesse sentido, o próprio texto é explicativo em algumas situações e, no geral, um motivo para felicidade cristã. Basta observar a bênção proferida aos ouvintes/leitores em 1.3: “Leitor, você é abençoado! São abençoados também os que ouvem e guardam estas profecias, todas as palavras escritas neste livro! O tempo está para se cumprir.”

Dentre as visões, me chama a atenção, desde a infância (quando devorava estes textos apocalípticos) um chamamento angelical: “Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” (Ap 14.7).

No texto, o anjo faz uma proclamação e um chamamento ao arrependimento: “temei e adorai”. A motivação para tal é o reino do mal que se instalou na terra com a presença do ‘dragão’ (diabo, satanás – Ap 12) somado às duas bestas apresentadas no capítulo 13.

Neste ponto, estamos no centro do livro. Tudo que aconteceu até então converge para este centro. A sétima trombeta anunciou o Reino de Jesus Cristo, no concreto, pelos séculos dos séculos (Ap 11.15-19).

A trindade satânica (dragão; anticristo e falso profeta – as duas bestas) representam a última tentativa do mal contra os seres humanos e o reinado definitivo de Deus. Então, João viu Jesus Cristo no monte Sião e os anjos. O primeiro anjo proclamou para o universo inteiro: “Temei a Deus e dai-lhe glória; …Adorai ao Criador!”. Que essa proclamação seja nossa oração, louvor e adoração constantes. Amém!

Pr. Levi Silvestre.


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