Nos últimos dias nos unimos em torno da memória de John Wesley: um herói da fé. O título pode parecer um tanto triunfalista, mas, na verdade, surge a partir de Orlando Boyer em seu livro: Heróis da Fé: vinte homens extraordinários que incendiaram o mundo.

            Agora, quero levá-los a pensar um pouquinho em Carlos Wesley, o irmão mais novo e companheiro; o fundador do Clube Santo; consagrado escritor de hinos sacros. A pergunta é:  onde fica Carlos Wesley na história do metodismo?

            Sobre Carlos, Orlando Boyer faz a seguinte referência: “Carlos Wesley chegou a ser um dos mais espirituais e famosos escritores de hinos evangélicos”.

            Na história do metodismo Carlos se destaca como o fiel da balança: o ponto de equilíbrio. Sobretudo em questões que ameaçavam o relacionamento com a Igreja da Inglaterra, como os pregadores leigos, por exemplo.

            Carlos, além de músico e compositor inspirado, foi pregador itinerante incansável por muito tempo, mas, posteriormente, ele fixou suas atividades em Bristol e Londres.

            Carlos, também teve sua experiência de fé. Aconteceu três dias antes da famosa experiência do “coração aquecido” de João Wesley. Sua maneira de expressá-la foi: “Eu creio!” Experimentando uma grave enfermidade, Carlos estava hospedado na casa de um irmão simples, ele o clássicava como “um pobre mecânico”, ali ele recebeu uma oração de fé para cura da enfermidade foi levado à leitura do comentário de Lutero à carta de Gálatas e creu no poder salvador de Jesus Cristo. Eram quebras de paradigmas. Releituras da tradição fechada e abertura para o novo.

            No seu último poema ele escreveu: “Jesus… Oh! Que eu possa cativar um sorriso teu, e entrar na eternidade!” Carlos Wesley é o nosso poeta. Confiança em Jesus foi sua constante pregação.

Pr. Levi Silvestre.


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